04 dezembro 2011

Estudo sobre vigília(vigiar) - Mateus 26.36-47

de Magnus Kelly da S. Oliveira
Quando se fala em vigília nos dias de hoje é comum nos depararmos com as mais diversas considerações sobre a mesma, feitas por vários grupos de pessoas, possível. A vigília tem se tornado sinônimo de sensacionalismo religioso.  Em nome dela, muitas pessoas propagam a própria fé, o estado de glória pelo qual se está passando, o poder que se adquiriu por se está constantemente praticando essa atividade etc.
É bem verdade que essa não é uma prática muito constante na vida de todo crente ou pelo menos, na vida da maioria desses. Mesmo assim, o fato de alguém ser despertado por Deus para essa atividade, não quer dizer que agora, deve fazer pouco caso daqueles que ainda não foram ou não se sentem em condições de viverem tais experiências.
A vigília na vida do cristão é imprescindível, de fundamental importância e não deve ser considerada como algo sem valor, como se não representasse alguma coisa para ele. Devemos sim, buscarmos a Deus nas vigílias, elas devem sim, fazer parte da nossa vida e mais que isso, ela deve ser uma constante na nossa vida, já que almejamos estar mais perto de Deus.
Entretanto, é bom pararmos para estudar um pouco mais sobre este assunto, pois, como viveremos uma determinada experiência, se não estamos preparados para ela? Será que o que nós sabemos de vigília é o suficiente para já estarmos virando as noites pensando estarmos indo no caminho certo e automaticamente fazendo a vontade de Deus para as nossas vidas?
Afinal de contas, na ótica bíblica, o que é vigília? Podemos dizer que vigília é simplesmente quando passamos a noite em claro por não termos conseguido dormir? Resume-se apenas a uma noite? E se passarmos periodicamente algumas noites durante umas semanas e nessas semanas persistirmos e fizermos essas vigílias durante alguns meses, então, chegaremos ao estado de graça suficiente para vivermos espiritualmente? E quanto ao horário, devemos ser vigilantes apenas durante alguns espaços de tempo durante os períodos noturnos? Ou, quanto ao período do dia, não serve para fazermos vigília?
A melhor maneira de entendermos um pouco mais esse assunto, com certeza é procurando saber o que Deus, através de Sua palavra, tem a dizer. Então, para começo de conversa, algumas perguntas que deveríamos sempre fazer e que por qualquer motivo, não fazemos, são demasiadamente importantes, exemplos:
1. Qual a sua origem e o seu significado? O oposto de dormir e de sono é vigília. Esta palavrinha vem do Latim vigília, “ato de velar, de prestar atenção”, de vigil, “acordado, cuidando, vigilante”. Origina-se do Indo-Europeu, “ser forte, ativo”. Esta raiz também originou o Latim velox, “rápido, vivo, veloz”.
2. O quê que está escrito na bíblia sagrada sobre este assunto? Em primeiro lugar, em se tratando deste assunto, consideremos esta atividade como um ato de vigiar, estar atento, vivo e de maneira sóbria. Assim, observemos alguns textos:
Em Isaías 21:8 encontramos uma referência às sentinelas, vigias das cidades. As cidades da época tinham as muralhas e guaritas de pedra, onde ficavam as sentinelas.
Em Ezequiel 33 podemos ver um pouco da função da atalaia, que era o que tocava a trombeta quando vinha o inimigo. Ele avisava do perigo.
E o texto diz que, se ele não avisasse as pessoas do perigo, a culpa da morte delas seria da atalaia. Ela tinha a obrigação de tocar a trombeta.
O Salmo  127:1-2 diz que se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Os guardas vigiavam as cidades de dia e de noite e o salmista estava acostumado a essa rotina.
Em Marcos, quando Jesus diz: “Vigiai e orai”, a palavra tem o significado de montar guarda. É assim que devemos estar ao esperarmos a volta de Cristo.
Em I Pedro 5:8 a 9 a Bíblia nos exorta a sermos sóbrios e vigilantes, pois o Diabo, nosso adversário, anda em derredor.
No texto de I Pedro, escrito no original em grego, a palavra vigiar significa estar acordado, de olhos abertos, vigiando. E aparece também a expressão: “sede sóbrios”.
Em I Pedro 1:13, Pedro também fala sobre ser sóbrio. Esse também é um aspecto da vigilância. É mais um exemplo de como Cristo quer que o esperemos.
E Pedro diz que Satanás é como um leão, e que ele pode fugir, mas nós não podemos fugir. Nosso papel é o de resistir ao diabo. Nós resistimos, e ele foge de nós.
Hoje nós somos atalaias para o mundo. Somos nós que temos que avisar a todos que o inimigo está vindo e que só Jesus pode nos libertar.

3. Como Deus quer que nós a pratiquemos? Uma das maneiras mais comuns que Deus deseja que vigiemos é unindo a nossa vigilância com as nossas orações. Vigiai e orai para que não entreis em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca, Mc 14.38.
E isso é uma coisa que comumente não tem acontecido. Na maioria das vezes quando estamos em momentos de vigilância, procuramos ouvir mais a voz de Deus do que até mesmo expressar para Ele as situações nas quais estamos envolvidos. Só que Deus também deseja nos ouvir. Outra situação bastante normal é vermos muitos frequentarem vigílias, apenas para ouvirem os profetas, como se eles fossem o próprio Deus, com o poder de falarem quando bem entendessem. Às vezes, até denominamos trabalhos nesses estilos como “vigílias de oração”, quando na verdade o que se percebe nesses trabalhos é que ninguém ora. Então, porque chamamos de vigília de oração? E não: “vigília da profecia” ou “vigília da revelação”?
É bom que vigiando em oração, nos confessemos dos nossos pecados, procuremos mais comunhão com Deus, peçamos Sua ajuda para identificarmos o nosso adversário e as suas armadilhas feitas contra nós, contra nossos irmãos ou até mesmo contra o nosso próximo.
Outra maneira é vigiarmos segundo a palavra de Deus. O próprio Jesus se retirou várias vezes para vigiar e orar, mas nunca fez isso sem que estivesse fazendo aquilo que está dentro da vontade de Seu Pai. Temos que vigiar nossas palavras. Não diga palavras de incerteza, negativas. Temos que vigiar guardando a palavra de Deus. Não devemos abaixar a cabeça, mas devemos sim agir em fé, com coragem.
4. Em qual lugar?  Mt 26: 36 – “Em seguida foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsemani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.” Getsêmani era um pequeno jardim nas proximidades de Jerusalém, Jesus inúmeras vezes se retraia para fugir da agitação das multidões. Lucas 6.12-19:
6. Qual é o Seu objetivo em fazer com que o Seu povo coloque em prática essa ação? 
a. Para que não entreis em tentação, Mc 14,38;
b. Nos defendermos dos nossos inimigos, I Pedro 5:8 a 9;
c. Esteja preparado para a Sua segunda vinda, Mateus 25. 1-13.

Postado por: Ev. Magnus Kelly.
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